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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Orixás e Característica dos filhos dos Orixás

retirado de : http://umbandapuracymy2.blogspot.com.br/p/caracteristica-dos-filhos-dos-orixas.html




Orixás





São energias divinas que se encontram na natureza, regendo a personalidade dos filhos... Como associar essas energias a personalidade de uma pessoa?
As águas da cachoeiras correm com sua determinação e beleza, tem um rumo certo a ir e chegam no seu destino, são belas, encantadoras e e suas águas representariam a alegria já que chega com toda sua vontade... Representa o Orixá Oxum, e seus filhos possuem características que lembram essa energia. São alegres, emanam beleza e sensualidade, determinados e quando travam um objetivo tendem a seguir até alcançá-lo. 
As águas do mar já são mais calmas, salgada como as lágrimas que rolam na face, embora belo as vezes embrabece mas logo se acalma deixando tudo como estava antes, assim são seus filhos, chorões mas com um grande coração perdoando sempre aqueles que lhes deixam brabos, calmos e tranquilos, por vezes preguiçosos e rotineiros, essa energia representa o Orixá Iemanjá.
O vento e sua fúria, os raios, a tempestade são energias sob comando de Iansã, e os filhos desse orixá tendem a ser brabos, rápidos e inconstantes como o próprio vento que não tem direção e muda seu rumo de uma hora para outra.
 E assim com todos os orixás, cujas descrições você pode encontrar a seguir, na descrição das característica dos Filhos dos Orixás...

Assim certa vez me perguntei: Como é que as pessoas incorporam Orixás? Elas incorporam energias? A explicação que obtive e a qual foi aceitável dentro de minhas aprendizagens quanto ser religioso, é que o Orixá que se incorpora é uma entidade de um grau de evolução muito superior, ou seja uma entidade com uma energia mais etérea, mais pura e basicamente celestial... Elas se manifestam sobre a energia deste ou daquele Orixá, e assim fazem parte dessa energia e transmitem ao virem ao mundo a mensagem confortante que carregam consigo através dos médiuns que se ocupam dessas energias/entidades etéreas.


Todos temos um Senhor de Cabeça, que é o Orixá que nos rege, rege nossos pensamentos, podemos chamá-los de Pai-de-cabeça ou Mãe-de-cabeça. Assim como possuímos um Orixá de cabeça há também aquele Pai ou Mãe-de-corpo, é o Orixá que rege o corpo. Essa união será sempre em par, ou seja, um feminino e um masculino, com algumas exceções que por ora não serão comentadas. É através deles que pode-se chegar às características aproximadas daqueles regidos por este ou aquele Orixá. A seguir, as características dos filhos de cada Orixá em geral seguido pela combinação dos Orixás, que nos levará à características mais precisas.

Características dos Filhos dos Orixás
 Filhos de Oxalá

Oxalá é o orixá que rege as energias celestes, o céu e tudo  que nele se encontra...
São Calmos e confiáveis; reservados, teimosos e pensativos. Não perdem o controle diante das dificuldades. São caprichosos e criativos, porém lentos e resmungões.
Não gostam de perder o poder sobre as situações a que estão acostumados e também não admitem estar errados, além de não gostarem de receber ordens. Possuem facilidade em comunicar-se e expressar suas opiniões e pontos de vista, gostam de debates e não aceitam opiniões avessas as suas.
Os filhos de OXALÁ com OXUM são calmos e pensativos. Embora comunicativos são reservados. Não aceitam erros e são muito reclamões, por vezes até rabugentos. Mas são charmosos e elegantes, embora sejam discretos.
Os filhos de OXALÁ com IEMANJÁ são mais descansados, fazendo tudo lentamente, gostam de coisas requintadas, são caprichosos e criativos. Não gostam de ser contrariados, mas perdoam aqueles que lhes ofendem. São bondosos e receptivos com as pessoas, mas não gostam de receber ordens ou ideias que diferem das suas.
Os filhos de OXALÁ com IANSàsão independentes e reservados. Não deixam-se influenciar facilmente e não gostam que tentem dominá-los. São teimosos e autoritários e lhes agrada estar no poder. Podem ter vários relacionamentos e confusões sentimentais, isso porque acreditam estar defendendo sua liberdade e não admitem que lhes digam estarem errados.

Filhos de Oxum


Oxum é o orixá que rege a energia das águas da cachoeira, a determinação de suas águas sempre a chegar em seus objetivos, rainha das águas doces, e por mais rústica que seja, ainda assim transborda beleza em sua essência... 
Os filhos de Oxum tendem a ser risonhos e comunicativos. São vaidosos, elegantes e sensuais. As mulheres adoram andar pintadas e gostam de estar bem vestidas. Mostram-se inofensivos e bondosos. Por trás de sua doçura esconde-se uma determinação forte e marcante. Discretos, não gostam de escândalos. Embora sejam emotivos e chorões, são tranquilos e calmos. Ambiciosos gostam de luxo e conforto. Sabem manipular as palavras, conseguindo obter as informações que desejam através de conversas tolas e informais. Possuem uma intuição aguçada o que lhes permitem saber o momento certo para contornar as dificuldades a fim de não encará-las de frente. São persistentes e teimosos sem desistir de seus objetivos.
   Em certo site li tal descrição que, embora simples achei perfeita para caracterizar os filhos de Oxum, então a copiei aqui. Eis: " Oxum é assim: bateu levou. Não tolera o que considera injusto e adora uma pirraça. Da beleza à destreza, da fragilidade à força, com toque feminino de bondade."   (parabéns a quem criou esta descrição).
Os filhos de OXUM VELHA com OXALÁ são calmos, tranquilos e reclamões. Reservados procuram não se expôr. Choronas e teimosas, são muito vaidosas. Gostam de conforto e boas vestes. Sabem portar-se com elegância porém sem exagero.
Os filhos de OXUM NOVA com OXALÁ são mais temperamentais e, embora aparentemente calmos, incomodam-se com facilidade. São teimosos e não gostam de receber ordens. Caprichosos e criativos gostam de expressar suas opiniões e pontos de vista defendendo sempre o que consideram justo.
Os filhos de OXUM VELHA com OGUM são tranquilos, curiosos e competitivos. Discretos, doces e determinados. Gostam de mudanças que lhes cause conforto e bem estar. Mostram-se frágeis, embora sejam fortes e corajosos.
Os filhos de OXUM NOVA com OGUM são mais teimosos e persistentes, possuem um temperamento forte e geralmente agem por impulso. Ora calmos e vaidosos, ora desleixados e grosseiros, podendo ser até mesmo rudes no trato com outrem.
Os filhos de OXUM VELHA com XANGÔ são agradáveis e dóceis, elegantes, ambiciosos e vaidosos, porém reservados. Bondosos e justos, são determinados e orgulhosos.
Os filhos de OXUM NOVA com XANGÔ são discretos e ciumentos, além de muito dengosos. São francos e diretos, autoritários e impulsivos. São exigentes quanto a forma de vestir e quanto ao que consideram correto.




Filhos de Iemanjá

Iemanjá é o Orixá que rege as águas salgadas, águas dos mares, salgada como as lágrimas que correm em nossa face, águas calmas que movimentam-se com maestria moldando a serenidade e tranquilidade de seus filhos, mesmo que por vezes suas águas estejam revoltadas e brabas, longo após se acalmarão voltando a sua rotina inicial... Assim podemos ter uma breve ideia de como são os filhos regidos por esse orixá.
Os filhos de Iemanjá tem bom gosto e vestem-se com capricho. Gostam do conforto e do luxo, além de jóias caras, vestidos vistosos e bons perfumes. Possuem um tipo maternal, gostam de orientar quem neles confia. É uma pessoa receptiva a todos, bondosa e que adora dar conselhos, sendo muito ciumentos não somente com as pessoas que estima mas como também com todas as coisas que estão são sua guarda.
São pessoas detidas no seu dia-a-dia, não fazendo muito planos para o futuro. Demoram a confiar em alguém e são capazes de perdoar quando são ofendidos, embora dificilmente esqueçam as ofensas e traições. Podem tornar-se rancorosos e sabem manipular as pessoas através de chantagens emocionais a fim de conseguir o que desejam. Gostam de testar as pessoas e tentam concertar a vida dos outros de acordo com o que consideram correto.
Os filhos de IEMANJÁ VELHA com  OXALÁ são reservados e discretos, sérios e justos, comunicativos e possuem instinto maternal. São caseiros e demoram a confiar nas pessoas. Gostam de conforto e são caprichosos e ciumento com as pessoas que estimamo e com seus objetos pessoais.
Os filhos de IEMANJÁ NOVA com OXALÁ são festeiros e preguiçosos. Gostam de dar conselhos e possuem bom gosto para vestir-se. Gostam de jóias e conforto e são receptivos e reclamões. Expressam suas opiniões com facilidade, não gostam de ser mandados, mas é uma pessoa bondosa, embora sem muito planejamento, vivendo um dia de cada vez.
Os filhos de IEMANJÁ VELHA com  OGUM gostam de conforto e são comunicativos, embora mais reservados e discretos. São atentos e coerentes. Gostam de conquistar seus objetivos e são receptivos à novas idéias e informações.
Os filhos de IEMANJÁ NOVA com OGUM são mais inconsequentes na busca de suas conquistas e conforto e acabam por ser mais impulsivos e rancorosos. São bondosos e sinceros e não aceitam ser desrespeitados.
Os filhos de IEMANJÁ VELHA com OXÓSSI são determinados, introvertidos e guardam suas opiniões. São bondosos e atentos com quem lhes transmite confiança. Observadores, gostam de luxo e jóias e mostram-se por vezes distraídos e arrogantes. Gostam de testar as pessoas e manipulá-las e sabem orientar aqueles que lhes pedem conselhos.
Os filhos de IEMANJÁ NOVA com OXÓSSI são ciumentos e não influenciáveis. São pessoas amigas, porém que escolhem com cautela aqueles que aceitaram como amigos. São vaidosos, inteligentes e prestativos e dificilmente esquecem uma ofensa.
Os filhos de IEMANJÁ (NOVA E VELHA) COM XANGÔ são pensativos e carregam consigo um sentimento de justiça aguçado. Adoram luxos e confortos, possuem um gosto muito refinado e são exigentes com as pessoas que os rodeiam. São amigos e conselheiros, porém muito ciumentos podendo ser até mesmo possessivos com as pessoas que estimam. Orgulhosos, não perdoam com facilidade aqueles que lhes tem agredido de alguma forma, já que acreditam veemente em suas verdades.
OBS > Tantos os filhos de Iemanjá NOVA com Xangô quanto de Iemanjá VELHA com Xangô possuem trejeitos parecidos, porém os filhos de Iemanjá Nova são mais ativos, mais agitados e os filhos de Iemanjá Velha são mais tranquilos e serenos.

 Filhos de Ogum


Ogum representa a energia encontrada nas guerras e batalhas, nas lutas e brigas. Na firmeza da manipulação da espada, da arma, do metal... Os filhos deste orixá tendem a ser explosivos, devido a essa energia...
Os filhos de Ogum são adeptos à mudanças, gostam de coisas novas, são conquistadores e não se agradam da rotina em seu cotidiano. São coerentes, embora curiosos e resistentes às situações que apresentam dificuldades. São pessoas corajosas e com grande capacidade de concentração.
Determinados, possuem um instinto de competição aguçadoe não perdoam facilmente aqueles que lhes magoam. Não são exigentes quanto a forma de vestir-se nem à comida. Sua franqueza pode o tornar rude ao impôr suas vontades e opiniões.
Possuem um temperamento impulsivo e dificilmente conseguem equilibrá-lo com a garra e força de vontade que possuem. Aceitam novas idéias e informações desde que essas lhes pareçam coerentes e precisas. Embora sejam calculistas e estrategistas, são muito impacientes, mas sabem mandar e aceitam ser mandados desde que não estejam sendo desrespeitados.
Os filhos de OGUM com IEMANJÁ gostam de aventuras, conhecer lugares novos, são curiosos e comunicativos. Gostam de estar bem arrumados e não gostam de coisas repetitivas. Procuram fazer coisas novas, sem muito planejamento, que lhes sejam interessantes e divertidas. São sinceros nas suas opiniões e possuem muita força de vontade. Impacientes não admitem o desrespeito para consigo.
Os filhos de OGUM com OXUM são mais calmos e também adeptos à mudanças. Gostam de coisas novas e criativas e são receptivos às opiniões alheias. Corajosos, encaram seus objetivos com determinação. Podem ser simples, mas caprichosos na forma de vestir-se. São pessoas que facilmente se desequilibram emocionalmente.
Os filhos de OGUM com IANSànão são tão exigentes com suas vestimentas, nem com sua moradia, mas são muito determinados e independentes. São sinceros e podem até ser prepotentes sem sequer importar-se com a opinião alheia.

Filhos de Xangô

Xangô é o orixá que rege a energia mineral, energia das pedreiras e montanhas, representando o equilíbrio e a justiça.
Os filhos de Xangô gostam de agradar aos outros e desde jovens almejam o sucesso e a fortuna, são apreciadores das coisas boas da vida. Não aceitam ser contrariados e não admitem cometer erros. Suas emoções são variáveis, são autoritários, porém bondosos, severos e justos. São corteses, generosos e diplomatas.
Possuem um temperamento impulsivo, mutável e rebelde. Orgulhosos e francos, são poucos criativos, tendo habilidade para aperfeiçoar o que já foi criado.
Os filhos XANGÔ com OXUM são ambiciosos e autoritários. Severos nas suas opiniões, porem discretos quando lhes convém. São bons para aqueles que consideram merecedores, generosos e sinceros, comunicam-se com facilidade e cortesia.
Os filhos de XANGÔ com IEMANJÁ são bons conselheiros. Podem ser movidos por impulso, porém sempre em volta do que consideram justo. São luxuosos e ciumentos, orgulhosos e preguiçosos para a criação de coisas novas. Manipulam e modificam o que já foi criado com maestria. Mostram-se agrádaveis e de bom trato, embora por vezes pareçam rebeldes.
Os filhos de XANGÔ com IANSàsão donos de si, entram em confusão facilmente por terem suas atitudes movidas por impulso. Sua opinião é formada sobre o que considera certo ou erradoe adoram ser adulados. Autoritários, seu temperamento mutável pode torná-lo violentos, já que não aceitam ser confrontados.

Filhos de Oxóssi


Oxóssi representa a energia das matas, das árvores, das plantas e dos animais... Os filhos deste orixá sentem-se a vontade em ambientes naturais e prezam pela beleza natural e animal, assim como prezam o cuidado com a natureza e os animais.


Os filhos de Oxóssi possuem uma aparência calma e tranquila e não externam muito suas opiniões. Podem parecer arrogantes ou prepotentes e por vezes o são. Desconfiados, são inteligentes e cautelosos. Sempre atentos escolhem bem suas amizades.

Pequenas coisas podem os magoar, ouvem conselhos com atenção, respeita a opinião de todos, embora faça sempre o que quer, sem deixar-se influenciar. Isolam-se facilmente e observam com atenção tudo o que acontece à sua volta.
Introvertidos e discretos, são vaidosos e distraídos, porém prestativos e, mesmo que não seja de seu interesse, sua presença é sempre notada.


Os filhos de OXÓSSI com OXUM são desconfiados, serenos e introvertidos. Tímidos isolam-se com facilidade. São bondosos, atentos e observadores, além de escolherem com cautelas quem serão merecedores de sua confiança.

Os filhos de OXÓSSI com IEMANJÁ são reservados e magoam-se com facilidade. Possuem poucos amigos e sua amizade é sincera. São inteligentes e vaidosos, conseguem fazer-se notar mesmo que não queiram.
Os filhos de OXÓSSI com IANSàsão pessoas solitárias e independentes. Prezam sua liberdade, são sinceros e introvertidos. Não se interessam pela opinião alheia. Pensativos, cuidam tudo o que acontece à sua volta e gostam de receber elogios quando estes agucem sua vaidade. 



Filhos de Iansã



Iansã é o orixá que rege a força dos ventos, os raios e a tempestade, seus filhos tendem a ser rápidos e ansiosos, inconstantes e determinados...


Os filhos de Iansã são livres e independentes, não se importam com a opinião alheia, amam a natureza, gostam de viagens e passeios. Audaciosos, gostam de deter o poder e são autoritários. Determinados, não costumam aceitar afrontas. São diretos em suas atitudes e decisões. Facilmente se envolvem em confusões sentimentais. São ciumentos e não admitem ser traídos, porém não se importam de trair quando isso lhe der provas de que é realmente livre para fazer o que quer.Não aceitam que lhes contrariem e podem até ser violentos em suas atitudes. Embora não sejam levados facilmente por elogios nem agrados falsos, os filhos de Iansã adoram ser adulados.



Os filhos de IANSÃ com OXALÁ são pessoas motivadas e com opinião formada. Mostram-se tranquilos e independentes. Gostam de agrados e de mostrar suas qualidades. Não admitem quando erram e gostam da natureza.

Os filhos de IANSÃ com OGUM são pessoas fortes, audaciosas e corajosas. São inovadores, diretos e ciumentos. Não aceitam uma traição e adoram viajar e conhecer lugares novos.
Os filhos de IANSÃ com XANGÔ tendem a ser traiçoeiros mas não admitem ser traídos. Procuram defender o que acham justo e não escutam a opinião nem conselhos de outrem. São agradáveis e corteses com quem estimam.
Os filhos de IANSÃ com OXÓSSI mostram-se calmos, porém de "nariz empinado", são muitas vezes considerados arrogantes. São mais sérios e independentes. discretos e mais distantes do convívio social. São pessoas com temperamento rebelde, por vezes orgulhosos e cheios de si, cujos conselhos alheios escuta por respeitos sem dar muita importância a eles e podem até mesmo ser grosseiros em suas respostas. São pessoas decididas e autoritárias.

Filhos de Ossain

Ossain é o orixá que rege a energia das plantas medicinais e a cura de doenças e feridas.
Os filhos de Ossain são pessoas que facilmente adoecem e com essa mesma facilidade melhoram e reestabelecem-se. São pessoas consideradas misteriosas por nao abrirem muito sua vida particular a pessoas fora de seu convívio familiar e por nao se envolverem em questões particulares de terceiros. Os filhos de Ossain possuem um equilíbrio admirável, não se deixam abater facilmente, são revigorados e gostam de manter-se em harmonia consigo mesmo. São pessoas que não se adaptam muito ao trabalho em grupo, são detalhistas e caprichosos cuidam para que sua obra saia em perfeita harmonia, exatamente da forma como foi planejada. Geralmente seguros de si por não darem ouvidos a opinões alheias, vivem tranquilos e reservados e procuram não se envolver em atividades sociais e não são pessoas influenciáveis. Cautelosos possuem uma opinião própria e não permitem que outros a mudem sem que ele mesmo, cautelosamente tenha se convencido de é necessária a mudança dessa opiniões.


Filhos de Xapanã

Xapanã rege a energia dos espíritos, dos cemitérios, das grutas, das calungas da praia.


Os filhos de Xapanã são pessoas humildes e bondosas que entregam seu carinho fraternal somente a quem considere merecedor desse sentimento podendo ser rabugento e ranzinza por vezes. São prestativos, decididos e pensativos. Muito embora não perdoem uma ofensa e possam acabar até mesmo sendo vingativos de acordo com a intensidade com que foi atingido, eles são pessoas honestas e equilibradas. Os filhos desse orixá não tem dificuldade em se abster de suas necessidades em prol da necessidade dos outros, são pessoas que mostram-se reservadas perante a sociedade mas que observam em demasia os seus interesses e defendem com fúria aquilo que acreditam e aqueles que estimam.





Filhos de  Ibeji


Rege a energia alegre que se encontram nas matas, nas cachoeiras, nos rios, nos lagos, e por todos os lados onde existem a beleza e tranquilidade...
Os filhos de Ibeji são pessoas alegres e que esbanjam beleza na sua forma de ser. Extrovertidos, dificilmente se ofendem com algo, já que levam tudo na esportiva, sem guardar mágoas nem rancor. Pessoas birrentas e que gostam de toda a atenção em torno de si, gostam de ser notados aonde estejam e paparicados. Assim como as crianças, eles são brincalhões e muito exigentes não desistem de algo que traçaram como objetivo de vida. Presam pelo bonito e confortável, e estão sempre indo em busca de seus objetivos.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Magia das Pedras e Umbanda


Nota de Lunah: esse texto deve ser de 2009/2010, nao sei ao certo...


Magia das Pedras e Umbanda
Por Alexandre Cumino

Alguns dias atrás já havia escrito um texto sobre a Magia das Pedras em que lembrava o uso milenar das pedras nas várias tradições místicas e religiosas.

Agora escrevo mais este texto para colocar algumas das utilizações que as mesmas têm na Umbanda, pois esta é uma religião que envolve diversas prática de magia e que carecem ainda de melhores explicações. Tanto nós que estamos dentro da religião quanto os de fora vamos levar ainda muitos anos até que se esclareçam a infinidade de recursos que a Religião de Umbanda se utiliza. No entanto muitos destes recursos só chegam até nós por meio da Magia Divina ou seja da pratica de Magia fundamentada em Deus e suas Divindades, os Orixás – Tronos de Deus.

Vemos Caboclos, Pretos velhos e outras entidades se utilizarem de colares de pedras e outros elementos minerais, usam de pedras dentro de alguns pontos riscados e até trabalham muitas vezes com uma pedra na mão. Por meio das Pedras os guias, entidades e mentores limpam, descarregam, irradiam, firmam e assentam forças num terreiro. O Assentamento de forças de um templo tem seu ponto forte numa pedra – o Otá – que fica geralmente abaixo do altar. A Tronqueira de um terreiro é assentada com elementos identificados e solicitados pelo guardião e guardiã deste templo. No entanto é comum solicitarem o uso de pedras e mais ainda a larga utilização de pedras pretas para Exu e vermelhas para Pomba Gira.
Assim muitos Exus se utilizam de Mica Preta, Turmalina Negra, Ônix Negro, “Vassoura de Bruxa”, Quartzo Negro, Estaurolita e ouras. Pomba Gira usa Mica Rosa, Ágata de Fogo, Granada e outras. Podemos ainda fazer uma relação de pedras e Orixás como:

Oxalá – Quartzo Branco
Logunãn – Quartzo Fume Rutilado
Oxum – Quartzo Rosa ou Ametista
Oxumarê – Fluorita ou Opala
Oxossi – Quartzo Verde ou Esmeralda
Obá – Madeira Fossilizada ou Calcedônia
Xangô – Jaspe Vermelho, Pedra do Sol ou Marron
Iansã – Citrino
Ogum – Granada, Rubi, Sodalita ou Hematita
Egunitá – Calcita Laranja, Topazio ou Ágata de Fogo
Nanã – Ametrino ou Rubelita
Obaluayê – Ametista ou Turmalina Negra
Iemanjá – Água Marinha, Zircão ou Diamante
Omulu – Ônix Negro

Também podemos relacionar os orixás com minérios:

Oxalá – Estanho ou Ouro
Logunãn – Estanho
Oxum – Ouro, Cobre ou Pirita
Oxumarê – Antimônio
Oxossi – Manganês
Obá – Hematita
Xangô – Pirita ou Ouro
Iansã – Níquel
Ogum – Ferro, Hematita ou Limonita
Egunitá – Magnetita
Nanã – Prata
Obaluayê – Cassiterita
Iemanjá – Platina
Omulu – Molibidênio

Vemos que algumas pedras ou minerais são compartilhados, como por exemplo a Ágata de Fogo posso usar para Egunitá, Xangô, Ogum e Pomba Gira pois estes três Orixás e Pomba Gira vibram no vermelho e encontram recursos nesta pedra, assim como em outras. Da mesma forma que de dá com os vegetais, os minerais não são exclusivos deste ou daquele Orixá. Mas encontram eles melhores recursos numa ou noutra pedra dependendo de qual ação vai se realizar. Algumas Pedras podem estabelecer uma relação de afinidade com certa força da natureza facilmente identificada por sua cor, o que facilita sua utilização na Umbanda e em Magia de Forma geral. No entanto um estudo a cerca da composição química de algumas pedras pode nos ser útil. Não sou um especialista em pedras, nem um “litoterapeuta”, mas tive bons mestres. Em Magia das Pedras fui iniciado por Rubens Saraceni, e no conhecimento de algumas pedras aprendi um pouco com minha irmã na fé Angélica Lisante que desenvolveu curso e técnica de “Litoterapia”. Também conto com um grande irmão chamado Ricardo Luiz, profundo conhecedor da utilização mágica das pedras. Por este fato algumas das informações que passo recebi de meu mestre, de alguns irmãos ou literatura que se possa confiar.

No que interessa a composição química de algumas pedras e que aprendi com Angélica Lisanti, lembro que a Pirita, o ouro de tolo, que é uma excelente pedra para Oxum, também é uma pedra que contém enxofre, logo não deve ser colocada no banheiro. O Citrino “Amarelão” que compramos em sua maioria é Ametista queimada, que ao ser submetida em uma temperatura muito elevada muda de cor do Violeta para o amarelo, logo sua composição química não é original desta vibração, mas podemos usar suas qualidades referentes ao amarelo, tanto para Oxum quanto para Iansã. A Pedra do Sol que encontramos facilmente à venda e que parece uma massa de “purpurina” não é natural, podemos encontrá-la em todas as cores e é fabricada em um Mosteiro Italiano. Existe sim a verdadeira Pedra do Sol, mais difícil de encontrar e mais cara também, assim como o Citrino Real.

Cada vez fica mais difícil identificar as pedras naturais, pois os chineses dominam este mercado e fabricam em escala industrial vários tipos de pedras quase idênticas as naturais.

Os Orixás não se limitam a esta ou aquela cor, existem sim cores em que eles vibram com maior intensidades um de seus mistérios, contudo embora Ogum vibre no vermelho pode vibrar no azul escuro. Assim como Xangô vibra no marrom pode vibrar no vermelho, Oxum pode vibrar no rosa, amarelo, azul claro e escuro. Omulu no roxo ou no Branco/Vermelho/Preto. E Oxumaré que é em si o mistério das cores vibra em todas elas, é trabalhado com as sete cores do aro-íris ou com sete cores diversas, podendo ainda se identificar com o Azul Turquesa. Podemos dizer que se não fosse o mistério de Oxumaré o mundo seria algo totalmente sem cor e daí cada um que imagine até onde vais este mistério das cores, não apenas no visual mas no que despertam em nossa razão e emoções. Afinal quando estamos alegres vemos tudo colorido não é? E as crianças se identificam demais com um “Mundo Colorido”... Há muito ainda para estudar e aprender em cada um dos infinitos mistérios que envolve cada Divindade – Trono – Orixá na Criação.

Assim como estes mistérios transcendem a Umbanda, a Magia Divina também a transcende, está aberta a todos que queiram estudar e praticar, adquirindo uma nova ferramenta para ajudar a si e ao próximo.

Na Magia Divina das Sete Pedras Sagradas aprendemos como adentrar nesta realidade, como trabalhar com o poder mágico das pedras, que se diferencia em muito de seu uso energético apenas, pois em magia por exemplo as pedras não se carregam de energias negativas. Trabalhamos com invocações, abertura de mistérios e portais por meio dos quais as pedras são como chaves de acesso a outras dimensões nas quais se descarregam energias negativas e outras que nos alimentam de energias positivas.


sexta-feira, 26 de julho de 2013

O Mistério do Orixá Ancestral, o de frente e o ajuntó - Por Rubens Saraceni

Por Rubens Saraceni


Uma dúvida, e a que mais incomoda os umbandistas é sobre seu orixá. Nós sabemos que orixá ancestral não é o mesmo que orixá de frente ou ajuntó. O orixá ancestral está ligado à nossa ancestralidade e é aquele que nos recepcionou assim que, gerados por Deus, fomos atraídos pelo seu magnetismo divino.

Todos somos gerados por Deus e somos fatorados por uma de suas divindades, que nos magnetiza em sua onda fatoradora e nos distingue com sua qualidade divina.
Uns são distinguidos com a qualidade congregadora e são fatorados pelo Trono da Fé. E, se forem machos é o orixá Oxalá que assume a condição de seu orixá ancestral. Mas, se for fêmea, aí é a orixá Oiá que assume sua ancestralidade.

Uns são distinguidos com a qualidade agregadora e são fatorados pelo Trono do Amor. E, se forem machos é o orixá Oxumaré que assume a condição de seu orixá ancestral. Mas, se forem fêmeas, aí é a orixá Oxum que assume suas ancestralidades.

Uns são distinguidos com a qualidade expansora e são fatorados pelo Trono do Conhecimento. E, se forem machos é o orixá Oxossi que assume a condição de seu orixá ancestral. Mas, se forem fêmeas, aí é a orixá Obá que assume suas ancestralidades.
Uns são distinguidos com a qualidade equilibradora e são fatorados pelo Trono da Razão. E, se forem machos é o orixá Xangô que assume as suas ancestralidades. Mas, se forem fêmeas, aí é a orixá Egunitá que assume suas ancestralidades. 

Uns são distinguidos com a qualidade ordenadora e são fatorados pelo Trono da Lei. E, se forem machos é o orixá Ogum que assume suas ancestralidades. Mas, se forem fêmeas, aí é a orixá Iansã que assume suas ancestralidades.

Uns são distinguidos com a qualidade evolutiva (transmutadora) e são fatorados pelo Trono da Evolução. E, se forem machos é o orixá Obaluaiyê que assume suas ancestralidades. Mas, se forem fêmeas, aí é a orixá Nanã que assume suas ancestralidades. 
Uns são distinguidos com a qualidade geradora e são fatorados pelo Trono da Geração. E, se forem machos é o orixá Omulu que assume suas ancestralidades. Mas, se forem fêmeas, aí é a orixá Iemanjá que assume suas ancestralidades.

Observem que não estamos nos referindo ao espírito que “encarnou” no plano material, e sim, ao ser que acabou de ser gerado por Deus e foi atraído pelo magnetismo de uma de suas divindades, que, por serem unigênitas (únicas geradas) transmitem naturalmente a qualidade que são em si mesma aos seus “herdeiros”, aos quais imantam com seus magnetismo divinos e dão aos seres uma ancestralidade, imutável pois é divina e jamais ela deixará de guiá-los porque a natureza íntima de cada um será formada na qualidade que o distinguiu, fatorando-o.

Alguém pode reencarnar mil vezes, e sob as mais diversas irradiações, que nunca mudará sua natureza íntima. Agora, a cada encarnação ele será regido por um orixá de frente (o que o guiará enquanto viver na carne) e será equilibrado por outro orixá que será o auxiliar (o ajuntó) desse orixá de frente ou da “cabeça”. Usamos o termo “orixá da cabeça” porque ele regerá a encarnação do ser e o influenciará o tempo todo pois está de “frente” para ele. Sim, o orixá da cabeça está á nossa frente nos atraindo mentalmente para seu campo de ação e para o seu mistério, ao qual absorveremos e desenvolveremos algumas faculdades regidas por ele. Já o orixá ajuntó, este é um equilibrador do ser e atuará através do seu emocional, hora estimulando-o e hora apassivando-o pois só assim o ser não se descaracterizará e se tornará irreconhecível dentro do seu grupo familiar ou tronco hereditário, regido pelo seu orixá ancestral.

A dúvida dos “médiuns” e dos umbandistas se explica pela precariedade dos métodos divinatórios usados para identificar o orixá da cabeça e seu ajuntó. Daí, vemos pessoas reclamarem que a cada Babalorixá ou Ialorixá que consultaram,  cada um deu um orixá diferente a cada consulta, criando uma confusão e levando ao descrédito. Esta queixa é muito comum e não são poucos os médiuns que estão confusos porque uma consulta diz que é filho desse orixá e outra consulta diz que é filho de outro orixá.

Nós dizemos isto: na ancestralidade, todo ser macho é filho de um orixá masculino e todo ser fêmea é filha de um orixá feminino.
Na ancestralidade, orixá masculino só fatora seres machos e os magnetiza com sua qualidade, fatorando-os de forma tão marcante que o orixá feminino que o secunda na fatoração só participa como apassivadora de sua natureza masculina. E o inverso acontece com os seres fêmeas, onde o orixá masculino só participa como apassivador dessa sua natureza feminina.
Portanto, no universo da ancestralidade dos seres machos, têm sete orixás masculinos e na dos seres fêmeas, têm sete orixás femininos.

Têm sete naturezas masculinas e sete naturezas femininas, tão marcantes que é impossível ao bom observador não vê-las nas pessoas.
Saibam que, mesmo que o orixá da cabeça ou de frente seja, digamos, a orixá Iansã, ainda assim, por tráz dessa regência poderemos identificar a ancestralidade se observarem bem o olhar, as feições, os traços, os gestos a postura, etc., pois estes sinais são oriundos da natureza íntima do ser, apassivada pela regência da encarnação, mas não anulada por ela. Certo?
E o mesmo se aplica ao orixá ajuntó, pois podemos identificá-lo nos gestos e nas iniciativas das pessoas, já que é através do emocional que ele atua.

Outra forma de identificação é através do Guia de frente e do Exu Guardião dos Médiuns. Mas esta identificação exige um profundo conhecimento do simbolismo dos nomes usados por eles para se identificarem.

E também, nem sempre o Guia de frente ou o Exu guardião se mostram, pois preferem deixar isto para o Guia e o Exu de trabalho.
Saber interpretar corretamente o simbolismo é fundamental. Certo?

Então, que todos entendam isso:
. Orixá ancestral é aquele que magnetizou o ser assim que ele foi gerado por Deus, e o distinguiu com sua qualidade original e natureza íntima, imutáveis e eternas.
. Orixá de frente é aquele que rege a atual encarnação do ser e o conduz numa direção na qual o ser absorverá sua qualidade e a incorporará às suas faculdades, abrindo-lhes novos campos de atuação e crescimento interno.
. Orixá ajuntó é aquele que forma par com o orixá de frente, apassivando ou estimulando o ser, sempre visando seu equilíbrio íntimo e crescimento interno permanente.

Por isso, também, é que muitos encontram em si qualidades de vários orixás. A cada encarnação há a troca de regência da encarnação. E, nessa troca, os seres vão evoluindo e desenvolvendo faculdades relativas a todos os orixás.

Afinal, se somos “humanos”, absorvemos energias e irradiações, magnetismo e vibrações de todos eles. Certo?

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Pequena Introdução aos Principais Deuses e Vahanas Hindus

.:: Deuses e Vahanas Hindus ::..

(retirei do blog: http://www.omdhara.blogspot.com.br/). 

Hoje, resolvi trazer um texto bem interessante sobre algo que sempre tive certa curiosidade e sempre fiz confusão..rs. Espero que este post seja útil a alguém, como foi para mim! Abç, Lunah

 

Brahma
É o primeiro deus da Trindade Hindu: Brahma, Vishnu e Shiva. Sem ele nada existiria.
Para os Hindus, o universo vive sendo destruído para ser reconstruído novamente por Brahma, eternamente.

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Shiva – O destruidor
Shiva é o terceiro deus da trindade Hindu; ou trimurti, junto com Vishnu e Brahma. Ele é tudo, logo, aparece de muitas formas diferentes.
Tem mais de mil nomes, como (Maheshvara) Senhor do conhecimento, (Mahakala) Senhor do Tempo.
Shiva é o deus supremo (Mahadeva), o pacífico (Shankara) e o benevolente, onde reside toda a alegria (Shambo ou Shambhu).
Ele é o criador e é o destruidor e preservador. Geralmente é retratado em três faces:
- Duas opostas, como macho e fêmea, grande iogue e chefe de família diligente
- Como Bhairava, o destruidor
- E a terceira, com uma face serena e pacífica, que as reconcilia.
Na tradição hindu, Shiva é o destruidor. Na verdade ele destrói para construir algo novo, assim, é melhor chamá-lo de “renovador” ou “transformador”. Suas primeiras representações surgiram no neolítico (4.000 a.C.) na forma de Pashupati, o Senhor dos Animais. A criação do Yoga é atribuída a ele.
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Vishnu – O preservador
“Aquele que toma muitas formas”, não era proeminente nos Vedas, mas tornou-se uma importante divindade e um membro da trindade Hindu. Ele preserva o Universo.
Duas reencarnações do deus Vishnu (Narasinha, o leão, e Varaha, o javali) provavelmente remontam sua origem aos cultos locais de animais.

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Mahadevi - A deusa Mãe
Manifesta-se tanto como consorte das principais divindades masculinas hindus como de uma forma genérica, várias deuses e mulheres, que podem ser benignas e frutuosas (como Laskshmi ou Parvati), ou poderosas e destrutivas (como Kali e Durga).

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Ganesha
Filho de Shiva e Parvati, tem cabeça de elefante. É o deus mais popular do Hinduísmo. É sábio, ponderado e bem versado nas escrituras. É invocado pelos crentes antes de qualquer empreendimento para assegurar o seu êxito.
Ganesha é o símbolo das soluções lógicas, e deve ser interpretado como tal. Seu corpo é humano enquanto que a cabeça é a de um elefante, e ao mesmo tempo, seu transporte (vahana) é um rato. Desta forma Ganesha representa uma solução lógica para os problemas, ou “Destruidor de Obstáculos”.
Sua consorte é Buddhi (um sinônimo de mente) e ele é adorado junto de Lakshmi (a deusa da abundância) pelos mercadores e homens de negócio. A razão sendo a solução lógica para os problemas e a prosperidade são inseparáveis.
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Matsia
O Peixe de Chifres que representa a intercessão de Vishnu no tempo do Dilúvio Universal. O peixe avisou Manu (que é o Noé Hindu) e salvou-o com o barco preso aos seus chifres.
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Kurma
A tartaruga. É o segundo avatar de Vishnu que apareceu na Terra depois do Dilúvio para recuperar os tesouros.
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Varaha
O Javali. Originalmente o Porco Sagrado de um culto primitivo, tornou-se num avatar de Vishnu depois de um segundo Dilúvio. Cavando sob a água com as presas, ele fez subir a terra e reestabeleceu a terra firme.
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Narasima
O Leão-Homem que foi um avatar de Vishnu. Brahma tinha dado invulnerabilidade a um Demônio durante o dia e durante a noite. O avatar matou o demônio até ao crespúsculo.
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Vamana
O Anão. É outro avatar que se transformou num gigante para frustrar um Demônio que procurava controlar o Universo. Tendo permissão para conservar tudo o que pudesse cobrir com três passos, Vamana abrangeu o céu, a terra e o ar intermediário.
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Parasurama
Foi Vishnu como filho de um Brâmane roubado pelo rei Kshatryia.
Parasurama matou o rei, cujos os filhos por sua vez mataram o Brâmane. Então Parasurama matou todos os Kshatryias masculinos durante 21 gerações.
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Rama
O Herói da epopéia literário-religiosa “O Ramaiana”, Foi um outro avatar de Vishnu que venceu Ravana, o mais terrível Demônio do Mundo.
Rama representa o Hindu ideal: um marido gentil, um rei bondoso e um chefe corajoso contra a opressão.

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Krishna
É o avatar mais importante de Vishnu.
Foi um Deus-Herói amado pelos seus aspectos: como um menino travesso, como um adolescente amoroso, como um herói adulto que proferiu as grandes lições do “Bagavad Gita”.
Esses aspectos de Krishna tiveram origens diferentes: árias, dravídicas e talvez cristãs.

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Lakshmi
Consorte de Vishnu. Muitas vezes aparece sentada numa flor de Lótus e empunhando outra, Representa a Boa Sorte. Os seus companheiros são dois elefantes. Sendo por si mesma uma importante Deusa.

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Sita
Consorte de Rama (avatar de Vishnu). Ela é uma encarnação de Lakshmi.
Representa a esposa Hindu ideal. Foi rapatada pelo Demônio Ravana e levada para a morada deste, mas permaneceu devotada ao marido.

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Hanuman
O Rei dos Macacos que emprestou a sua agilidade, a sua velocidade e a sua força a Rama para ajudar a salvar Sita de Ravana. Pediu em troca que pudesse viver enquanto os homens se lembrassem de Rama. Assim Hanuman tornou-se imortal.

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Garuda
Vishnu aparece montado em Garuda. É uma ave mítica de cara branca, de cabeça e asas de águia e corpo e membros de homem. Transporta o Deus no seu cintilante dorso dourado. Muitas vezes era confudida com o Deus do fogo, Ágni.

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Além das divindades principais, Shiva, Brahma, Vishnu e as deusas, há numerosas outras que ocupam importantes posições no panteão hindu:
Surya: o deus do sol
Agni: o deus do fogo
Indra: o deus da guerra
Vayu: o deus do vento
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Fonte: Blog: yoga-namaskar

 ઇ‍ઉ Shani, shanti, sahntihiiiiiiiii
Boas energias
__/I\__
Gratidão

(retirei do blog: http://www.omdhara.blogspot.com.br/).

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Mantras - Os sons da iluminação

Retirei de: http://revolucaodosindigos.wordpress.com/2011/01/20/mantras-os-sons-da-iluminacao/

A palavra mantra é composta pelas sílabas man (mente) e tra (entrega), em sânscrito, antigo idioma da Índia. Tem origem nos Vedas, livros sagrados indianos compilados pela primeira vez em 3000 a.C.

 

Como atuam os mantras?


 

O som exerce um poderoso efeito sobre nosso corpo e nossa mente. E pode acalmar-nos e dar-nos prazer ou ter influência desarmoniosa, gerando uma sensação sutil de irritação. O mantra é ainda mais poderoso do que um som comum: é como uma porta que se abre para a profundidade da experiência. Visto que os mantras não têm sentido conceitual, não evocam respostas predeterminadas. Quando entoamos um mantra, ficamos livres para transcender os reflexos habituais. O som do mantra pode tranquilizar a mente e os sentidos, relaxar o corpo e ligar-nos com uma energia natural e curativa. (Tarthang Tulku, A mente oculta da liberdade)

Essas escrituras compõem-se de 4 mil sutras, das quais foram extraídos milhares de mantras, que atribuíam características relacionadas aos deuses, como amor, compaixão e bondade. Como o som é uma vibração, pronunciar ou ouvir os mantras cotidianamente é, para os hindus, a forma de ativar as qualidades divinas, abrindo nossas mentes e nossos corações para os planos superiores.
Um mantra é basicamente uma “oração”, explica o Swami Vagishananda, americano radicado na Índia há mais de 20 anos, mestre dos cânticos relacionados aos Vedas.

 

Mantras: O SOM DA DIVINDADE

Os mantras em geral são muito curtos, um breve verso comportando algumas sílabas e com sentido bem claro. Mas eles também podem consistir numa extensa combinação de sílabas aparentemente desprovidas de sentido. Os “sons-semente”, formados de uma única sílaba e que terminam quase sempre por uma nasal, como o m ou n, constituem mantras ainda mais complexos e enigmáticos. 
Dentro desta categoria, o mantra mais conhecido é OM (AUM), palavra  que diz-se contém a chave do universo. OM corresponde  às três principais divindades – Brahma, Vishnu e Shiva. Acredita-se que existe um mantra para todos os estados e todas as doenças e melhor ainda, para todos os problemas, de qualquer natureza. Todos podem ser resolvidos com a entoação dos sons convenientes e apropriados, porque cada mantra é um som, e as vibrações sonoras constituem a própria base do universo. As doutrinas orientais atribuem enorme importância ao conhecimento e uso dos mantras.
O mantra, circunstancialmente vem sendo confundido com palavras mágicas, orações, fórmula milagrosa, feitiçaria ou mera superstição; completamente distante de seu sentido real e científico. O mantra não é uma oração porque nelas o devoto escolhe as suas próprias palavras.
O mantra não é mágica por que não deve ser usado para interferir no curso dos fenômenos naturais e nem se trata de fórmula milagrosa por que é uma regra, uma lei e não um fato isolado sem explicação.
Os mantras são tecnicamente estudados no Tantra Shastra (escritura védicas apropriadas para a era atual, Kali-yuga).
Os mantras são representações sonoras das Divindades, assim como as imagens são Suas representações formais.
O nosso mundo é constituído de nomes e formas (namarupa).
Repeti-los muitas vezes é a chave para interromper o processo natural de pensamento intermitente, que nos leva de uma ideia a outra sem controle. Quando paramos esse fluxo mental, o corpo relaxa, e a mente se aquieta e se abre a vibrações sutis, que permitem ampliar a percepção.


Acalmando as emoções

“Recitar os mantras com esse propósito nos leva a conhecer qual será o próximo pensamento”, diz Vagishananda. Segundo ele, esse é o primeiro passo para gerenciar as emoções, expressá-las de maneira saudável e eliminar a resistência mental em reconhecer o que não pode ser mudado, como os fatos do passado.
Algumas linhas hindus consideram os mantras sons primordiais que têm poder em si mesmos. Outras, como o budismo nishiren shoshu – que reverencia o Buda Nishiren, que viveu no Japão do século 7 –, recomendam que se inicie o contato com seus ensinamentos pela vocalização do mantra Miohô, ou Sutra do Lótus.
“Todo mundo tem  Buda dentro de si. Ao pronunciar o mantra, elas serão expressas para o mundo”, explica Marcos Eduardo Correa, conhecido como monge Kyohaku, um curitibano praticante desse culto há 15 anos.
Recitamos e meditamos sobre o mantra, que é o som iluminado, a fala da divindade, a união do som com a vacuidade. [...] Ele não possui uma realidade intrínseca, é simplesmente a manifestação do som puro, experienciado simultaneamente com sua vacuidade. Através do mantra, não nos apegamos mais à realidade da fala e do som encontrados no cotidiano, mas os experienciamos como sendo vazios. Então, a confusão do aspecto da fala de nosso ser é transformada na consciência iluminada.

(Kalu Rinpoche, The Dharma)


Refúgio de paz
Os mestres recomendam que se repitam os mantras, às vezes, durante horas a fio, mas no início não precisa ser tanto. O artesão João Bueno, de São Paulo, apresentado aos mantras por uma amiga astróloga, aprovou a experiência. Ao entoar um dos mantras do deus hindu Ganesha , relacionado à alegria de viver, pôde superar a perda de uma pessoa querida. “Pode ser coincidência, mas comecei a me sentir melhor com essa prática”, diz João.

“O verdadeiro impacto do mantra pode ser percebido depois de três horas de repetição”, explica o mestre Vagishananda. Alguns reflexos são bem mais imediatos, porém. Estudiosos do mantra Miohô – “Nam miohô rengue kyo” –, relacionam cada sílaba a uma área do corpo, que recebem os benefícios da vibração do som. Assim, nam corresponde à devoção, mio à mente, ou cabeça, ho à boca, ren ao tórax, gue ao estômago, kyo às pernas.
O taoísmo, linha filosófica chinesa, inclui práticas com gestos, respiração, canções e meditação, mas os mantras são considerados fundamentais por sua praticidade. “Podem ser recitados em quase todas as circunstâncias”, explica o mestre Wu Jyh Cherng, da Sociedade Taoísta do Rio de Janeiro.

Faça a experiência
Pode-se recitar mantras nos momentos em que sentimos necessidade de nos conectar com as qualidades das quais eles falam: alívio, calma, alegria, amparo, ânimo. 
Não custa tentar – afinal, o mínimo que a prática poderá fazer é deixá-lo mais tranquilo e concentrado.
A vocalização do mantra Om Mani Padme Hum, um dos mais populares, proporciona ao final uma respiração profunda e relaxante (o H tem som de R).

 
Um cântico para cada momento
 Há mantras específicos para evocar vibrações de cura, alegria e prosperidade, por exemplo, associados aos budas ou às divindades femininas – as taras. Pronuncie o H com o som de R.
Mantra de Buda Shakyamuni, para promover a autocura e companhia espiritual:
Om Muni Muni Maha
Muni Shakya Muniye Soha

Mantra de Maritze, uma tara que protege contra as adversidades, além de trazer luz e boa sorte:   
 Om Maritze Mam Soha

Mantra de Tara Sarasvati, a inspiradora das artes: Om Ah Sarasvati Hrim Hrim
Mantra do Buda universal, ele ajuda a trazer o amor que está faltando no coração da sociedade moderna:
Om Maitreya
Maha Maitreya
Arya Maitreya


Mantra de Zambala, para a prosperidade e a riqueza espiritual e material:
Om Pema Krooda Arya zamabala
Hridaya Hum Phe Soha
Om Benze Dakine Hum Phe
Om Ratna Dakine Hum Phe
Om Pena Dakine Hum Phe Om Karma Dakine Hum Phre
Om Bishani Soha


Mantra de Tara Verde, libertadora e heroína veloz, elimina interferências como medo, ressentimento e insegurança, acelera a realização das causas positivas, traz proteção, fé e coragem.
Om Tare Tuttare Ture So Há


 
Fonte: http://revolucaodosindigos.wordpress.com/2011/01/20/mantras-os-sons-da-iluminacao/

*Alguns trechos do texto acima fiz destaques que não estao no texto original. No blog citado como referencia, constam ainda outros vídeos interessantes para que tiver interesse em ouvir os mantras. Vale a pena. 

Abraços,

Lunah